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ECO
Todos
os dias o pequeno Henrique levava suas cabrinhas às montanhas
para pastar. Certa vez, uma delas, a Cigana, escapou e saiu correndo
para um grande vale, onde o som ecoava.
Henrique chamava, - Cigana! E, ouvia, logo em seguida o som de sua
voz repetir-se ao longe:
- ...Cigana!
Sem compreender o que se passava, Henrique respondia:
- Quem está aí? E novamente ouvia o som de sua voz
repetir-se:
- ... Quem está aí?
Irritado, Henrique gritava: Não me imite seu bobo! E ao longe,
o som repetia-se:
- ... Bobo!
Henrique xingava e o eco respondia:
- Venha cá! Vou dar-lhe uma surra!
- ... Surra!
Apareça seu covarde!
- ... Covarde!
Mais tarde, já em casa, a mãe de Henrique perguntou-lhe
por que havia demorado tanto a regressar. Henrique explicou:
- Mamãe, não quis preocupa-la, mas uma das cabras
fugiu pro vale e eu fui atrás dela. Mas lá havia um
menino malcriado e covarde. Ele me xingou e não quis aparecer,
porque eu disse que iria bater nele!
A mãe de Henrique resolveu acompanhar o filho às montanhas
no dia seguinte, combinando que, ao chegarem no vale Henrique deveria
chamar o menino malcriado e perguntar-lhe se desejaria ser seu amigo.
- Olhe Henrique, falou a boa senhora, diga-lhe apenas coisas boas
e bonitas, está bem!?
- Está bem, mamãe!
Ao chegarem no imenso vale, Henrique gritou alto e forte:
- Menino, quer ser meu amigo? Ouvindo em seguida:
- ... Amigo!
- Vamos brincar?
- ... Brincar!
- Você é simpático!
- ... Simpático!
Então, a mãe ensinou o que era o eco, e explicou que
com as pessoas também é assim.
- Quando quiser ouvir respostas agradáveis, comece você
dizendo coisas agradáveis. Você verá, meu filho,
que existe um ECO na alma de cada um de nós, que responde
de acordo com aquilo que nos é dito!
Revista de Bordo da VARIG [adaptação
da história em quadrinhos]
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