Dr. Orlando Tanaka
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O D.E.U.S DOS HOMENS

 

O que significa D.e.u.s [aquele que não precisa de assinatura] para você?

A idéia que os povos fazem da divindade varia de acordo com o seu desenvolvimento intelectual.

Nos primórdios da humanidade, os homens acreditavam em tantos Deuses quantos eram os fenômenos físicos da natureza.

Havia o Deus dos trovões, das guerras, dos mares, do amor e assim por diante.

Naquele estágio evolutivo, havia também a necessidade de materializar Deus, para que pudesse ser apreciado pelos sentidos humanos.

Por essa razão surgiu a idéia de um Deus humanizado, um Deus semelhante ao homem.

E por ser um Deus fisicamente idêntico aos homens, deveria também ser portador de todos os vícios e paixões humanas.

Daí a idéia de um Deus ciumento, parcial na sua justiça, raivoso, tendencioso e interesseiro, como boa parte dos homens.

Foi por causa desse conceito de Deus que surgiram as idéias de barganha com a divindade, das trocas de favores, da comercialização das coisas sagradas.

Porém, quanto mais o homem conhece sobre o universo e suas leis, mais próximo chega do conhecimento dos atributos de Deus.

Percebe, por razões óbvias, que Deus não pode ser material, porque se fosse estaria sujeito às leis da matéria, e por isso deduz que Deus é um ser imaterial.

E porque as leis naturais não mudam nunca, conclui que aquele que as criou deve ser também imutável.

Percebe que Deus deve ser onipresente e onisciente, pois tudo sabe e a tudo preside.

Deduz, ainda, que a divindade só pode ser a suprema justiça, pois o sol brilha para ricos e pobres, a morte chega tanto para os justos como para os injustos, não escolhe idade nem nacionalidade.

Conclui que Deus é a essência do amor, pois suas leis são extremamente misericordiosas, já que estabelece como meta final para todos os seus filhos a felicidade suprema, e dá a cada um o livre-arbítrio e todas as oportunidades de aprendizado que se fizerem necessárias, através das várias existências.

Talvez tenha sido por essa razão que Voltaire , escritor francês que viveu entre os séculos XVII e XVIII, quando alguém lhe perguntou se ele acreditava em Deus, respondeu:

"Eu não acredito no deus que os homens fizeram, mas gosto do Deus que fez os homens".

E esse Deus que fez os homens depositou em cada coração uma centelha do fogo sagrado que se chama amor.

E esse Deus, que é a inteligência suprema do universo, tem um plano de felicidade para cada um dos seus filhos.

E como Pai amoroso e bom, não faz as tarefas que competem aos seus filhos, mas lhes dá os recursos para que alcem o vôo definitivo da liberdade: a razão e o sentimento.

Eis as duas asas de que necessitamos para conquistar a felicidade ideal, que tanto desejamos.

Lembre-se que viver religiosamente não quer dizer professar esta ou aquela religião?

Para viver religiosamente basta viver de acordo com as leis divinas em todas as áreas de relação: perante si mesmo, perante a família, perante a sociedade.

Quando Jesus recomenda o amor a Deus e o amor ao próximo como a si mesmo, dá a chave do progresso individual e também do coletivo, para todos aqueles que desejam encontrar a felicidade perene.

Pense nisso!