Dr. Orlando Tanaka
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O S.O.L - ESTRELAS E GALÁXIAS

 

O Sol é uma enorme bomba de hidrogênio ardendo lentamente ha mais de cinco bilhões de anos. É um enorme cadinho de fissão nuclear. É a estrela central do nosso sistema solar do qual a nossa Terra faz parte. É em torno do Sol que gravitam os nove planetas conhecidos, sendo a Terra o terceiro, a partir do Sol.

O sol é constituído por uma massa densa de matéria incandescente. Tem cerca de um milhão e trezentas mil vezes o volume da nossa Terra.

É uma das muitíssimas estrelas do Universo, e que devido a sua luminosidade, a sua massa, o seu volume, a sua temperatura e a sua composição química indicam ser uma estrela média. É classificada como estrela de grau cinco. A estrela Canopus , por exemplo, distando novecentos e vinte anos luz da terra, é classificada como estrela de grau um.

O Sol dista cento e cinqüenta milhões de quilômetros por segundos leva oito minutos e três segundos para chegar até nós.

Embora considerado uma estrela média, este cadinho nuclear está queimando há mais de cinco bilhões de anos sem interrupções, quatro milhões de toneladas de hidrogênio por segundo, com explosões potentíssimas que acontecem perto de seu núcleo, alcançando a impressionante cifra de treze milhões de graus centígrados.

Estas enormes explosões termonucleares que acontecem no núcleo solar, quando quinhentos e sessenta e quatro milhões de toneladas de hidrogênio se fundem para formar Helio, projetam estes gases com a força de um bilhão de bombas atômicas de hidrogênio, na forma de línguas incandescentes.

Esta luminosidade e este calor intenso enviados à terra há mais de 4,7 bilhões de anos (idade da Terra), permitem-nos o seguinte raciocínio: as reservas de combustíveis na Terra como petróleo, e ainda carvão mineral, a madeira, etc., alimentariam o dispêndio desta energia solar para apenas alguns dias! Para se ter uma idéia da temperatura existente no núcleo do sol, basta comparar-se que um fragmento do tamanho da cabeça de um alfinete comum irradia calor suficiente para torrar a Terra, matando todos os sobreviventes! Temos ainda mais comparações a fazer para deduzir-se que tudo foi previamente preparado para a implantação da vida na Terra. Nada foi acaso.

Se o Sol, com esta temperatura se encontra a cento e cinqüenta milhões de quilômetros de distância da Terra, estivesse a apenas dez milhões de quilômetros a menos, morreríamos torrados, e ao contrario, se este Sol estivesse apenas dez milhões de quilômetros a mais do que os cento e cinqüenta milhões de quilômetros, morreríamos todos congelados, ou melhor, talvez nem haveria possibilidade de vida no nosso planeta como a conhecemos.

O Sol, uma das numerosíssimas estrelas que formam a nossa galáxia, denominada Via Láctea, localiza-se na sua periferia e num dos seus braços, a sudoeste, aproximadamente trinta mil(30.000) anos luz do centro. E o planeta Terra junto com outros planetas que fazem parte do sistema solar, também se encontram a sudoeste da nossa Via Láctea.

Para aqueles leitores que desejam conhecer um pouco mais, informamos que a intensidade da gravidade no Sol é vinte e oito vezes maior do que na Terra, sendo o seu raio de seiscentos e noventa e sete mil (697.000) quilômetros. Animado de movimento de rotação, o Sol gira m torno do seu próprio eixo, no mesmo sentido da Terra, sendo que no seu equador, o valor médio é de 24 dias e sete décimos (24,7) em relação aos dias da Terra.

O Sol órbita em torno do centro da nossa galáxia, a Via Láctea, numa velocidade impressionante de setecentos e setenta mil (770.000) quilômetros por hora. Esta fantástica velocidade corresponde a doze mil e oitocentos (12.800) quilômetros por minuto, o que corresponderá a duzentos e treze (213) quilômetros por segundo! Com esta velocidade incrível o Sol dá uma volta na Via LÁCTEA em 250.000.000 de anos.

Devido às altíssimas temperaturas, a maior parte da massa solar encontra-se em estado gasoso. A outra parte está em estado liquido devido às altíssimas pressões a que está submetida.

A composição química do Sol, na forma de gases incandescente, é aproximadamente a seguinte: sessenta e nove e meio (69,5)% de hidrogênio, vinte e oito (28)% de Helio, e o restante de dois e meio (2,5)% de carbono, nitrogênio, oxigênio, enxofre, silício, ferro e magnésio.

A Via Láctea, que é considerada uma das menores do Universo, e a luz com a velocidade de trezentos mil (300.000) quilômetros por segundo, leva cem mil (100.000) anos luz para atravessá-la. E existe a estimativa da existência, por enquanto, conforme o telescópio espacial Hubble, de mais de duzentas e cinqüenta milhões (250.000.000) de estrelas.

Sabemos muito pouco ainda, mas por todos estes fantásticos números temos que raciocinar como o ilustre pesquisador, astrônomo Thomas Bery, que afirma no seu livro, que toda esta estarrecedora grandiosidade é obra de um Grande Planejador.

Apresentamos ainda para meditação segundo a cosmologia: as estrelas consideradas com grandes massas podem apresentar no mínimo três vezes a massa do nosso Sol e há algumas detectadas que têm até mais de cinqüenta vezes a massa do nosso Sol. Estas estrelas brilham fortemente devido a queima permanente do hidrogênio, e isto há vários bilhões de anos, a estrela se transforma numa supergigante. Estrelas gigantes, são estrelas grandes com uma alta luminosidade. São 10 a 20 vezes mais brilhantes que o Sol, com diâmetro 10 a 100 vezes maior. As supergigantes são as estrelas mais brilhantes e com diâmetros superiores a 1000 vezes o do Sol.

Durante vários milhões ou bilhões de anos, estas estrelas queimando hidrogênio, por reações termonucleares, transmudam este hidrogênio em vários elementos químicos mais pesados, destacando-se o ferro, que constitui então o núcleo destas estrelas.

Num tempo de poucos segundos, talvez menos de um segundo até, este núcleo explode violentamente, formando uma estrela conhecida como supernova. Dizem os Cosmólogos que pela observação, se uma estrela cujo núcleo é uma vez e meia (1,5) menor que o núcleo do Sol (comparação de tamanho), este núcleo se contrai e formará uma estrela de nêutrons. Estrela de nêutrons é um caroço estrelar que se colapsou até se tornar quase inteiramente de nêutrons. Tem uma massa entre 1,5 e 5 massas solares, mas um diâmetro muito pequeno, com uma densidade elevadíssima. Estas estrelas de nêutrons são chamadas como pulsares. Se, porem, este núcleo for muitas vezes maior que o volume do núcleo do Sol, ele se contrairá e formará um buraco negro.

Este caroço ou núcleo de ferro, no máximo da sua atividade, poderá alcançar temperaturas de até cinco bilhões (5.000.000.000) de graus centígrados.

A principio, o hidrogênio se transformará em hélio, o qual passará a carbono, oxigênio, silício e finalmente, ferro. É a transmutação da matéria.

Quando se forma uma Supernova, os gases ejetados, lançados durante a explosão, alcançam velocidades próximas de dez mil (10.000) quilômetros por segundo. A explosão de formação de uma Supernova tem a duração de um a dois anos.

Há Super Gigantes Vermelhas, que tem diâmetro de cem milhões (100.000.000) de quilômetros.

Os buracos negros são caracterizados por sua gravidade extremamente forte, tão forte que nem mesmo a luz pode escapar da sua atração. Por isto eles são invisíveis. E funcionam como um "ralo" sideral, isto é, tudo, inclusive componentes de galáxias que passam ao seu redor, são sugados inexoravelmente.

Buraco negro é a região do espaço, ao redor de uma estrela colapsada, onde a gravidade é tão intensa, que nada, nem mesmo a luz, pode escapar. Denomina-se horizontalmente de eventos a fronteira de um buraco negro. A luz emitida do interior do horizonte de eventos não pode escapar! Assim, é impossível observar os eventos que ocorrem com seu interior.

Falando-se em luminosidade, vejamos como ela aparece numa estrela, isto é, como ela sai de uma estrela, e força para sair: dentro do núcleo de uma estrela comum e com a idade madura, os prótons das partículas atômicas se entrechocam e nesta colisão há formação de nêutrons. Isto significa que numa estrela, cada átomo de Hidrogênio com o seu próton, transforma-se pela fusão, em átomos de Helio que têm dois prótons e dois nêutrons. Partícula de luz, chamadas fótons, surgem como resultado desta violentíssima reação. Se estes fótons escaparem para a superfície, eles colidem com o Hidrogênio e o Helio gasosos, e os aquecem. Agora então, estes gases fazem pressão de dentro para fora, contrabalançando a força da gravidade. Estima-se que neste vai-e-vem, com o hidrogênio e o Helio, cada fóton leva um milhão (1.000.000) de anos para sair para o espaço. É este brilho estrelar que vemos aqui da Terra.

Ainda, para informar a enormidade do Universo, os cientistas calcularam que, em algumas estrelas, na sua periferia a gravidade é tal que: uma colher de chá pesa cinco toneladas.

Ficamos perplexos, quando os mesmos cientistas relatam que, com relação a uma estrela Supernova, os gases ejetados durante a explosão para a sua criação, estes gases alcançam a velocidade de dez mil (10.000) quilômetros por segundo. O núcleo desta Supernova alcança temperaturas superiores a dez bilhões (10.000.000.000) de graus Celsius! E, pasmemos, pois tem mais ainda para estarrecermo-nos: toda a estrela Supernova tem um núcleo, que os Cosmólogos chamam de caroço, e este é de ferro elementar e que uma colher de chá pesa cerca de um bilhão (1.000.000.000) de toneladas! Isto tudo nos faz refletir muito seriamente e dizer que o Universo com seu conteúdo é divinamente incomensurável e que nós, comparativamente, somos também partículas incomensuráveis! Rendamos homenagens ao Criador.

 

SPITZNER,R. E, Deus criou o universo. Curitiba:Livraria do Chain Editora, 2002. p.35-42.