|

O CORPO HUMANO
O corpo humano é a obra prima do Criador.
Esta extraordinária maquina da natureza é tão perfeita e funciona com tamanha perfeição que suplanta tudo o que se possa imaginar em matéria de funcionalidade.
Obra do Criador, o corpo humano, originário das primeiras células como já vimos anteriormente, angariou por conta própria e com muita experimentação, há cerca de três bilhões (3.000.000.000), de anos passados, experiência de uma vida no meio de certa agressividade, enfrentando as intempéries ainda resultantes da acomodação do nosso planeta.
Cremos que o Criador, na formação do planeta Terra, já previa com muita antecedência a implantação da vida, e como o máximo, a vida humana. Daí ter criado meticulosamente condições favoráveis para o seu desenvolvimento e posterior aprimoramento.
Há de se reconhecer que sempre houve neste plano de desenvolvimento, desde a célula primitiva, o toque divino, para que não houvesse nenhum colapso ou interrupção.
Há de se reconhecer ainda que, até chegar ao hominal, a referida célula primitiva percorreu um longo caminho, com toques ininterruptos de aperfeiçoamento.
O corpo humano é uma obra perfeita de engenharia, de química, de bioquímica, de físico-química, de biologia, de medicina, onde portanto, todos os ramos da ciência estão envolvidos. É isto que veremos adiante.
Olhando-se cientificamente para a perfeição do corpo humano, enfim para a perfeição de toda a vida animal e vegetal no nosso planeta, o acaso é totalmente descartado.
E, o que vem a ser finalmente a vida (?) Será uma fagulha, uma bolha ou uma chama imortal, como escreveu o ilustre médico Dr. Antonio da Silva.
E, o que dizem os céticos sobre o que é a vida? Eles olham por um prisma puramente químico e dizem que no fundo a vida é meramente um processo químico de óxido-redução. A morte para eles, não passa de uma cessação deste fenômeno de óxido-redução.
Em que pese ser a morte física uma cessação destas oxidações, o fenômeno vital é tão complexo e deslumbrante, que não temos constrangimento em argumentar: a vida além de um amontoado inteligente de reações químicas é alimentada por um sopro divino.
Onde reside o fenômeno vital? No corpo, no cérebro ou nas células?
Este corpo é constituído por bilhões de células, que são verdadeiras unidades independentes e que têm vida própria. São inteligentes estas células. Sabem perfeitamente o que querem e o que devem fazer. Foram programadas para tal.
Esta conseqüência nos leva mais uma vez deduzir que este fenômeno vital é fruto do Grande Arquiteto - Deus.
SISTEMA CIRCULATÓRIO
O Coração:
O coração é uma bomba aspirante que empurra o sangue por todo o corpo.
Não existe nenhum operário melhor e mais decidido do que o nosso coração.
Ele anão é maior do que nosso punho fechado. Não dorme nunca, ao contrario de muitos outros órgãos, e não descansando nunca, trabalha sempre, como um gigante. É pouco divulgado o que este maravilhoso músculo faz como por exemplo, em 24 horas, realiza o trabalho equivalente ao erguer uma tonelada a dezesseis metros e meio de altura do solo.
É de admirar se o caro leitor perguntasse: quantas vezes o coração pulsa em 24 horas? Basta fazer o calculo, que é muito simples - batendo ou melhor pulsando, setenta e cinco vezes por minuto ele pulsará cem mil (100.000), vezes por dia! Numa vida média de 60 anos um coração bate aproximadamente 2,2 bilhões (2.200.000.000) de vezes!
Esta bomba musculosa bombeia cerca de oitenta e cinco gramas de sangue por hora e sete mil litros em vinte e quatro horas. Estes sete mil litros, em comparação, corresponderão a trinta e cinco (35) tambores de duzentos (200) litros cada! É um trabalho hercúleo e imaginemos a sua produção numa vida de oitenta anos.
Qual o motivo que este coração tem que bombear o sangue por todo o corpo, a cada instante dia e noite?
É porque, no dizer dos médicos, as células estão sempre famintas! São na verdade umas grandes "comilonas". Precisam ser nutridas a cada instante com alimentos que vêm muito bem preparados nos intestinos, além do oxigênio que vem dos pulmões.
Meditemos bem para o pequeno cálculo que vai ser feito; bombeados os sete mil (7.000) litros de sangue nas vinte e quatro (24) horas e sabendo-se que o nosso organismo tem cerca de seis (6) litros de sangue, dividindo estes sete mil (7.000) litros por seis (6), teremos o número aproximado de um mil cento e oitenta (1.180) vezes, o que representa o número de circulação em vinte e quatro (24) horas.
Este número mostra evidentemente, que as células recebem sangue novo a cada um minuto e dois décimos. Daí dizermos que as células são extremamente famintas!
Ciclo cardíaco é o intervalo de tempo que se dá entre duas batidas do coração. Uma das batidas é denominada sístole, que é a concentração e a outra batida, chamada diástole, acontece quando o órgão cessa a contração, e neste momento o sangue ocorre para encher o coração normalmente.
Segundo os cardiologistas, este ciclo quando normal dura cerca de oito segundos. A pausa diastólica que representa um descanso depois de cada batida, é mais longa que a contração.
É necessário também considerar que, o descanso pela diástole é importantíssimo e inteligente, pois é durante este período que as artérias coronárias que alimentam o músculo cardíaco, enchem-se novamente de sangue. Este coração descansado sincronicamente, como já foi comentado, poupa-o do trabalho, permitindo assim em tese, uma vida mais longa.
O coração pulsa ritmadamente, não sendo este importantíssimo trabalho, nem muito apressado, nem muito demorado.
A presença iônica do elemento cálcio é quem provoca as contrações, enquanto que o elemento magnésio, na forma iônica suaviza as pancadas do coração, dando chance assim, pela suavidade, a uma vida mais longa do coração.
Este jogo eletrônico do cálcio e do magnésio é da maior importância.
Onde se encontram os controles que regulam e produzem os batimento do coração? Esta resposta é muito importante, pois o cérebro com seus centros mais especializados na inteligência e na emoção, devem ter a sua influência, mas na verdade é que o coração segue o seu trabalho dia e noite, sem se importa muito com estes centros mais sofisticados.
Nós, que acreditamos na presença da alma no corpo humano, achamos que ela tem muito a haver com este maravilhoso e constante trabalho.
Os médicos especialistas também nos informam que, o bulbo, ao pé do cérebro (medula alongada), tem íntima ligação neste processo. Por este motivo, muitas autoridades afirmam que o nosso coração tem um poder nato e inteligente de dirigir o seu próprio trabalho.
Insistimos: tudo nos afaz crer que a nossa alma tem a sua parte neste processo.
Consideramos ainda, que o coração, este pequeno órgão do nosso corpo, tem músculo mais bem reforçado e treinado do nosso corpo, realizando quatro a cinco vezes mais trabalho de que os outros músculos controlados pela vontade.
As artérias, as veias e os capilares, são as canalizações que este importantíssimo órgão - o coração, usa para distribuir e recolher o sangue.
O coração, repetimos, esta bomba perfeita e fabulosa que impele o sangue para dentro das artérias, das veias e dos capilares e que se estende por mais de vinte e quatro (24) quilômetros, não pode realizar todo este enorme trabalho sozinho, sobretudo quando da volta do sangue, principalmente da base do nosso corpo, sangue este quando já usado na alimentação das células, e que precisa novamente se oxigenar, liberando o gás carbônico e novamente se encher de nutrientes, para com extrema rapidez realimentar as células!
Este trabalho, o de reproduzir constantemente o sangue venoso já utilizado na alimentação das células, principalmente aquele que se acha na base do nosso corpo, contrariando a força da gravidade, para purificá-lo, é realizado de uma maneira muito inteligente! Esta obra de verdadeira engenharia, não pode ser por acaso, senão vejamos. Inteligentemente, este extraordinário trabalho, o de fazer o sangue venoso dos nossos pés, por exemplo, para ser encaminhado ao coração, e daí aos pulmões para ser novamente oxigenado, é realizado com a colaboração das próprias artérias e veias. Vejamos:
O coração ao introduzir de uma só vez de oitenta a oitenta e cinco gramas de sangue arterial por batida para a nossa jugular, dilata-a, parecendo até, que o Grande Artífice, teve uma falha no cálculo do diâmetro da referida jugular.
Com esta visível dilatação, as artérias ficam peroladas intermitentemente. É a pulsação que os senhores médicos usam como uma das observações importantes no controle da saúde.
Geralmente uma veia se encontra no meio das duas artérias, ou ainda, estas veias se acham no meio dos músculos, os mais solicitados. Esta verificação, ao nosso ver não fui um mero acaso. É sim, uma engenharia de transporte de fluídos muito inteligente, pois neste caso não há motores elétricos e num processo que podemos dizer super inteligente.
Se seccionamos qualquer artéria , ela é lisa e límpida por dentro . Ao contrario, num processo muito engenhoso , as veias , conforme o desenho apresentado, apresentam no seu interior , de maneira espaçada e contínua , pequenas caçambas . Estas caçambas , verdadeiras válvulas , acham-se na maioria das vezes entremeadas pelas artérias , que devido às pulsações destas, apertam-nas fazendo com que o sangue venoso suba da base do corpo , contrariando a gravidade . A cada pulsação, o sangue venoso vai subindo, com rapidez extraordinária , chegando em muito pouco tempo ao coração . Passa o sangue venosos assim de uma válvula para outra .
Também, pelo movimento continuo dos músculos, estas veias são comprimidas, e o sangue venoso pula de uma válvula a outra, até atingir o seu destino.
O SANGUE :
As trilhões de células que constituem o nosso corpo, apresentam individualmente vida própria. Sabem sempre o que fazer e como fazer, para manterem-se e manter todo o corpo.
A nutrição destas células é tão perfeita e harmoniosa, com dezenas de providencias a tomar, que não poderemos arriscar afirmando se acaso.
Tudo é muito certo. Tudo é muito inteligente. As células sabem o que absorver, e o que entregar no mesmo tempo, em termos de rejeitos impróprios, que deverão ser eliminados.
Esta alimentação das células, razão da vida do nosso corpo, é realizada pelo nosso sangue, através de canalizações muito bem engendradas e desenvolvidas. A linfa também tem parte ativa neste processo. A linfa é um liquido levemente viscoso e que contém os alimentos para as células.
O sangue, esta torrente vermelha liquida, é constituído por duas partes. Uma parte sólida, cerca de quarenta por cento, que são os glóbulos vermelhos, também denominados hemáceas e ainda denominados eritrócitos. Os restantes sessenta por cento, denominados plasmas, representam a parte liquida.
Enquanto a parte sólida, vermelha do sangue, constituída pelas hemáceas alimenta as células com oxigênio, a parte liquida, pálida e opalescente, denominada plasma, contem todos os outros alimentos para sustentação das células, e destacamos os hidratos de carbono, proteínas, gorduras e sais minerais. Este plasma tem a faculdade de atravessar as paredes das artérias, e passa a integrar os vasos linfáticos, e daí passa a se denominar linfa.
Os glóbulos vermelhos são em número de vinte e cinco trilhões (25.000.000.000.000) num individuo normal. Eles apresentam-se na forma arredondada, do tamanho de sete a dez micra.
São células sem núcleo. O trabalho fundamental dos glóbulos vermelhos é o de captar do ar atmosférico, o oxigênio. Sem este oxigênio, nem as células e nem a vida material como a que conhecemos seria possível.
Os referidos glóbulos vermelhos contém uma substância química denominada hemoglobina extremamente ávida de oxigênio.
Não se conhece outra substância química que apresente maior avidez pelo oxigênio do que a hemoglobina.
O ácido pirogálico, usado nos laboratórios para dosagens do oxigênio no ar, não tem a mesma capacidade. Será acaso? Além desta propriedade extraordinária de captar o oxigênio, esta hemoglobina ao cedê-lo às células volta ao seu estado natural, pronto para nova absorção. Isto não acontece com o ácido pirogálico.
A absorção do ar pela hemoglobina, dá-se nos pulmões, precisamente nos alvéolos pulmonares.
O sangue, com os respectivos glóbulos vermelhos, quando estes cedem o seu oxigênio para as células, apresenta uma coloração mais escura, azulada. Ao contrario, absorvendo o oxigênio, formando a oxihemoglobina, ele se torna bem avermelhado, com tonalidade escarlate.
Este sangue, assim oxigenado, com a oxihemoglobina, é então imediatamente encaminhado às células, a fim de que nesta altura haja a combustão dos alimentos já citados. Estas células ao receberem inteligentemente este oxigênio, entregam em troca o gás carbônico, que será expelido pelos pulmões.
A linfa contendo os alimentos, ao oxidá-los pelas células produz energia e mantém a temperatura do corpo.
Os glóbulos vermelhos ficam sempre encerrados dentro das artérias e das veias, e ao contrario, a linfa contendo os alimentos e ainda os glóbulos brancos, têm livre trânsito, atravessando as paredes, saindo para alimentar diretamente as células.
Os importantes glóbulos vermelhos têm apenas, em média, um mês de vida, de maneira que, muitos milhares destes estão morrendo diariamente.
Estes glóbulos mortos, são imediatamente encaminhados para o baço ou para o fígado, que representa o cemitério destas células. Será acaso esta importante providência? Tem mais: antes de os referidos glóbulos mortos serem levados ao "cemitério", o fígado retira dos "cadáveres"grande parte da hemoglobina, que é um produto químico muito nobre e que precisa ser recuperado.
Os glóbulos vermelhos ou eritrócitos são criados dentro da medula dos ossos. Este extraordinário acontecimento, a criação destes glóbulos vermelhos, pode ser observado na prática, pois dentro desta medula óssea em estado normal, destacam-se massas avermelhadas, e que são encaminhadas para a corrente sangüínea, prontas para trabalhar.
OS GLÓBULOS BRANCOS :
Estes são também, denominados leucócitos e linfócitos.
Bem maiores que os glóbulos vermelhos, apresentam maior robustez, e seu aspecto é disforme, não arredondado como as hemáceas. Como já nos referimos, os glóbulos brancos não param dentro das artérias, das veias ou das linfas.
Onde haja bactérias ou vírus, eles saem dos seus ninhos e vão combatê-los acirradamente.
Para preservar a nossa saúde, sabendo o que fazem e o que devem fazer, no combate a estes elementos perniciosos, lutam como verdadeiros canibais! Como é que eles sabem que tais bactérias são nocivas e as combatem?
Outro fato muito importante para os a nossos distintos leitores é que , havendo por exemplo um corte na ponta de um dedo , em menos de dois minutos há uma duplicação ou até triplicação da presença destes leucócitos , numa engenhosa prevenção para que haja contaminação destes micróbios maléficos .
Eles se reproduzem muito rapidamente, por cissiparidade, principalmente quando há perigo à vista. Perguntamos: quem avisou que a ponta de um dedo foi cortada, para que em menos de dois minutos haver uma verdadeira invasão dos glóbulos brancos?
Nem sempre todos os leucócitos vencem a batalha.
Daí os seus cadáveres, perdida a batalha, formarem o que chamamos de "pus", que se apresenta em forma de um tumor, um abscesso ou até uma espinha.
Enumeramos em seguida as múltiplas funções do sangue, para bem se aquilatar da sua importância:
- Transporta aos tecidos os alimentos absorvidos e preparados no intestino ou os acumulados nos depósitos de reserva.
- Transporta gases - o oxigênio do pulmão para os tecidos e o gás carbônico dos tecidos para o pulmão.
- Transporta os rejeitos resultantes do metabolismo dos rins, pulmões, intestinos e demais outros órgãos ou canais, encarregados da sua excreção.
- Mantém e regula a pressão osmótica do organismo todo, mediante o intercambio da água e eletrólitos dos tecidos.
- Mantém e regula o equilíbrio ácido-base pelas trocas iônicas e gasosas.
- Contribui na regulação térmica do organismo, devido sua circulação, que assim distribui o calor formado e produzido nos vários órgãos, e o transporta para a superfície, facilitando desta maneira o papel dos mecanismos encarregados da evaporação da água.
- Transporta os hormônios, desde onde eles são produzidos, para aqueles locais onde deverão exercer as suas funções e ações.
Contribui eficazmente na defesa da saúde do organismo, frente as infecções microbianas pelos glóbulos brancos e ainda pelo mecanismo de transporte e distribuição dos inúmeros anticorpos e ainda dos medicamentos.
PLASMA SANGÜÍNEO :
Constituindo cerca de 60% do sangue, o plasma é o liquido que faz parte do sangue onde os glóbulos vermelhos e os glóbulos brancos flutuam. Também nele estão os alimentos e os sais minerais.
O plasma e os elementos figurados podem ser separados aproveitando as diferenças de densidade entre eles. A inibição da coagulação do sangue, seguida d centrifugação permite separar os elementos mais pesados que ficam no fundo, enquanto que o plasma sobrenada.
O plasma contém um pequeno teor de proteína , muito importante , denominada fibrinogênio , que tem a faculdade de coagular com grande facilidade , transformando-se em fibrina, que fica insolúvel no meio .
O liquido que sobrenada, quando o sangue coagula pela ação do fibrinogênio , é denominado soro . Havendo um corte em alguma parte do corpo , e como conseqüência extravasamento de sangue , acontece a referida coagulação , capaz de provisoriamente estancar o vazamento.
Não por acaso , e sim premeditadamente que o Grande Químico previu a presença no soro de uma quantidade bastante precisa de cloreto de sódio ( sal comum ) e outros sais , para assim permitir , por osmose , a passagem do plasma sangüíneo com facilidade , através dos capilares para os vasos linfáticos . Quando acontece esta passagem , este líquido contendo todos os alimentos para as células , passa a ser denominada linfa .
Outro fato surpreendente a considerar é o perfeito equilíbrio entre o conteúdo ácido no sangue e o conteúdo alcalino.
Os carbonatos presentes é que atuam nesta regulação, mantendo automaticamente este equilíbrio ácido-base.
As proteínas do plasma possuem funções que vale a pena serem relatadas. Pelo fato de serem anfólitos, são capazes de ceder e de fixar íons hidrogênio, e portanto reagir com ácidos e bases. São portanto, estas proteínas componentes do sangue que contribuem na regulação do equilíbrio ácido-base e no transporte do gás carbônico.
Outra função digna de nota é que estas proteínas também contribuem no volume normal do sangue e na regulação do equilíbrio na distribuição da água e dos eletrólitos entre o sangue e os tecidos. Neste trabalho, a pressão osmótica de 28 a 36 milímetros das proteínas apresentam grande importância.
Estas proteínas, juntamente com os sais, ao não difundir através das paredes dos capilares, determinam a existência permanente da pressão original.
Esta pressão osmótica protética, determina na parte sangüínea, uma diminuição da velocidade de passagem da água e das substâncias nela dissolvidas ao liquido intersticial.
Sendo na parte venosa esta pressão osmótica menor que a das proteínas, há o favorecimento da passagem deste liquido intersticial para o sangue.
Quando o plasma, carregado de alimentos, passa através das paredes das artérias, forma pequenos lagos, e agora como linfa, em redor de todas as células, passa a alimentá-las.
Esta linfa também recebe os produtos nocivos, resultantes da alimentação.
Destes lagos linfáticos, saem finos capilares que vão aumentando de calibre, e finalmente esvaziam o seu conteúdo para as veias grandes e profundas da base do pescoço.
Estas impurezas são inteligentemente transportadas para o fígado, o qual recebendo-as, as envia para os rins.
Os gânglios linfáticos também são usados durante este encaminhamento, sendo considerados outros postos de purificação.
COMO AS VEIAS IMPELEM O SANGUE
Bem distantes do impulso do coração , as veias precisam de ajuda para enviar o sangue de volta . Curiosamente , às vezes as próprias artérias dão essa ajudas . A cada batimento cardíaco a artéria incha e comprime as veias . Nas veias há válvulas que se abrem e fecham, impelindo o sangue em uma só direção .
As artérias inchando, comprimem as veias forçando o sangue venoso a subir de um compartimento para outro. Este processo é engenhoso demais para simplesmente ser interpretado como acaso!
RESPIRAÇÃO
Novamente aproveitamos a principal finalidade desta obra , para mostrar que a respiração também teve a referência do Criador . Há muita química , física , mecânica e engenharia no processo maravilhoso da respiração , sobretudo a humana .
Começando pelo trabalho nos procariontes, as nossas primeiras células, a respiração foi se aperfeiçoando muito lentamente. A respiração, podemos dizer humildemente, é obra do Criador, mas devemos reconhecer que a nossa própria luta pelo seu aperfeiçoamento também deve ser levada em consideração.
As diversas árvores genealógicas que já apresentamos neste livro, mostram, que este aprimoramento foi sempre muito lento, mas muito seguro e muito inteligente.
O pulmão destinado especificamente à respiração é um saco elástico pendurado numa membrana impermeável ao ar, denominada pleura.
Mais uma vez repetimos que o pulmão ocupa estrategicamente um pequeno espaço no tórax, realizando um enorme trabalho.
Os vinte e cinco trilhões de glóbulos vermelhos do nosso sangue, usam oxigênio do ar fornecido pelos pulmões. Esta oxigenação do sangue, ou melhor, esta reoxigenação acontece mais de mil vezes por dia de vinte e quatro horas!
Como se dá este maravilhoso fenômeno, que denominamos respiração?
Cada tubo brônquio, quando chega nos pulmões na espessura de um fio de cabelo, termina nos alvéolos, que apresentam a aparência de uma bolsa com doze dedos. São trezentos milhões de alvéolos, em forma de uma colméia.
A maravilhosa função pulmonar, e as reações químicas envolvidas, mais uma vez colocamos em dúvida que seja obra do acaso.
O ilustre médico, doutor Antonio Ferreira da Silva, no seu magnífico livro "O corpo humano (62), referindo-se a Deus, e o milagre da respiração, comenta: por isto o nosso Artífice disse: farei da respiração um ato automático, e a colocarei sob o controle do cérebro inferior, naquele bulbo particularmente sensível ao gás carbônico, de modo que, quando os pulmões estiverem recebendo uma dose excessiva do mesmo, fiquem irritados, e ordenem imediatamente aos músculos da inspiração que ajam, e que, por meio desta inspiração profunda, inundam os pulmões com o ar carregado de oxigênio."
Quando o pulmão se expande em todas as direções forma vácuo, então o ar penetra nele, e o lado direito do coração, recebe sangue das grandes veias (sangue para oxigenar), encaminha imediatamente este sangue aos pulmões para que os glóbulos vermelhos absorvam o oxigênio do ar.
Os pulmões, pelo fenômeno automático da respiração e também pela inspiração absorvem as poeiras contidas no ar que poderiam, com o tempo, provocar sérios problemas na saúde.
De maneira muito engenhosa, os pulmões contam com dispositivos para limpar e assim policiar a passagem do ar.
São verdadeiros espanadores, existentes em toda a traquéia, alcançando até os brônquios. Estes espanadores são formados por um tipo de pêlo, denominado cílio.
Estes cílios estão constantemente "varrendo"as poeiras, que penetram no pulmão pelo ar, geralmente poluído. É um espetáculo muito inteligente este tipo de trabalho, pois estes cílios chicoteiam as poeiras para fora da traquéia.
Além destes cílios, há uma secreção pegajosa que prende e segura todos os corpos estranhos de maneira que, as visitas indesejáveis têm pouca probabilidade de penetrarem nos pulmões. Poeiras e bactérias, mesmo aos milhares, serão expulsas, mantendo os pulmões sempre limpos.
Se por ventura, bactérias conseguirem penetrar na área dos pulmões, e ainda mais, entrarem na corrente sangüínea, há então os glóbulos brancos, estes verdadeiros policiais, que atentos, imediatamente as consomem.
As vesículas de ar têm as paredes muito finas. Providas apenas de uma camada de células, fazem as paredes extremamente finas, permitindo um intercambio com o ar muito fácil e eficiente.
A troca de oxigênio pelo gás carbônico que sai nesta altura, acontece com muita rapidez e facilidade.
Com relação às nossas maravilhosas células que estruturam e mantém o corpo, elas estão bradando dia e noite por oxigênio e suplemento alimentar.
É esta combustão continua dos alimentos que produz o gás carbônico, e que precisa ser eliminado.
O oxigênio e os alimento, estes devidamente preparados, chegam às células pela corrente sangüínea, corrente linfática , e pela inspiração pulmonar.
Imediatamente, estes alimentos, são retidos pelo protoplasma das células, e queimados pelo oxigênio produzindo energia, calor e gás carbônico.
Os vasos capilares das veias, recolhem em seguida este gás carbônico, e então se dá uma reação estranha com o sódio contido no Cloreto de Sódio existente na linfa, formando bicarbonato de sódio. Esta reação, é preciso que seja alertado, não se consegue processar artificialmente em laboratório e na altura da linfa se dá automaticamente.
Desta maneira, o gás carbônico formado não fica na linfa em forma de gás o que destruiria a vida física, mas sim fica despercebido, na forma de bicarbonato de sódio em solução.
Quando este carregado de bicarbonato de sódio chega nos pulmões, as células pulmonares dos brônquios, ao receberem o oxigênio pela inspiração, expulsam em seguida o gás carbônico na forma gasosa, misturado com ar residual, pela imediata decomposição do bicarbonato de sódio.
É um conjunto maravilhoso e inteligente de reações químicas em jogo, pois além da referida formação do bicarbonato de sódio e sua posterior decomposição, no mesmo momento, pela inspiração do oxigênio do ar atmosférico, através dos pulmões, forma-se a oxihemoglobina , para prender quimicamente este oxigênio, o qual é facilmente arrancado desta combinação pelas células, para o seu uso imediato.
Mas, há mais um fato muito importante que é digno de relato: se este gás carbônico, mesmo combinado como bicarbonato de sódio, ultrapassar o limite de sete por cento no sangue, produz forte mal estar ao corpo, inclusive dores de cabeça, então neste momento, o nervo pneumogástrico, num trabalho silencioso e sem o nosso conhecimento, regula, obrigando respirações mais profundas até o teor de gás carbônico baixar para um máximo de sete por cento.
O Grande Artífice equipou o nosso organismo para que o teor de gás carbônico não ultrapasse os sete por cento no sangue , além de que , ao respirarmos o ar pelo nariz , este ar seja umidificado e purificado pelos cílios também lá existentes.
Finalizando, em resumo, o caminho do ar para alimentar as células com oxigênio, é o seguinte:
O ar rico em oxigênio (21%) entra para os pulmões pela inspiração. Na altura do nariz este ar já sofre purificação quanto às poeiras e é umedecido.
Já na altura dos pulmões, tendo sofrido nova purificação com relação às poeiras na altura da traquéia, o oxigênio do ar difunde-se pelos brônquios e bronquíolos até chegar nos alvéolos, e destes passa para o sangue por meio dos capilares.
Dos pulmões, o sangue agora oxigenado, denominado sangue arterial é levado para o coração e pelo sistema circulatório é encaminhado para todas as células do corpo. Neste estagio ocorre o processo da respiração celular, isto é: o oxigênio sai do sangue para as células enquanto que o dióxido de carbono é liberado das células para o sangue, que passa a ser chamado de sangue venoso. Este processo é tão inteligente que nos faz pensar: como é que as células tomam o oxigênio do sangue e o entregam na mesma hora para este mesmo sangue, o gás carbônico, que daí passa para este mesmo sangue venoso. É um verdadeiro toma cá que dou lá .
Este sangue venoso, carregado de gás carbônico, volta para os pulmões, onde este gás é inteligentemente eliminado pela expiração.
Poderíamos ainda comentar sobre outras maravilhas do corpo humano, na minha opinião o máximo da criação de Deus, neste planeta.
A visão , a audição , são também órgãos com funções extraordinárias, e a ciência envolvida nestes sentidos , usou de várias especialidades , como a acústica , a ressonância , as lentes nos olhos , etc., tudo muito perfeito .
SPITZNER,R. E, Deus criou o universo . Curitiba: Livraria do Chain Editora , 2002. p.149-171.
|