111. PÃO DE QUEIJO

Em Minas Gerais, Aristides está à beira da morte. De repente, ele chama o filho e diz:

- Meu filho, estou sentindo um cheiro de pão de queijo tão bom! É impressão minha?

- Não, pai, é pão de queijo mesmo!

- É a sua mãe que está fazendo?

- É, pai.

- Ah, filho, ninguém faz um pão de queijo melhor do que a sua mãe. Que cheirinho bom! Vai até a cozinha, meu filho, e traz uns pães de queijo para mim.

- Eu vou, meu pai.

Minutos depois, o rapazinho volta sem o pão de queijo.

- Cadê, meu filho?

- Mamãe não quis dar. Ela disse que é para o velório.


112. VIDRAÇA

Depois da aula, André foi jogar bola na rua onde morava. Deu o maior chutão e a bola atingiu direto a vidraça da casa vizinha, espatifando-a em pedacinhos. Apavorado, saiu correndo. Mas Marieta, a dona da casa e da vidraça, conseguiu pegá-lo no pescoço:

- Bonito, hein? Você não sabe que agora vai ter de pagar o concerto do vidro?

- É lógico que sei, disse André. Eu estava justamente correndo para ir buscar o dinheiro!


113. TÁXI

O sujeito faz sinal, o táxi pára, ele entra:

- Por favor, me leve até a Ópera de Arame..

Chegando até o destino, o motorista consulta a tabela e diz:

- Só tenho 10, amigão. Quebra esse galho pra mim.

- Não tem quebra essa, não! Vou dar marcha a ré até chegar ao lugar onde marcaria só os 10. Lá o senhor paga e desce.


114. CONCORRÊNCIA COMERCIAL

Na cadeia, dois bandidos, na mesma cela, trocavam currículos:

- Por que você foi preso?, perguntou o primeiro.

- Concorrência comercial, disse o outro.

- Como assim?

- O governo e eu resolvemos fabricar notas de 100 reais ao mesmo tempo.


115. ESTREANTE DO INTERIOR

Firmino, o jogador estreante do interior, resolveu tentar a sorte num time grande da capital. Tremendo de medo, foi para a conversa com o treinador, que lhe perguntou:

- Ataca e defende?

- Sim, senhor.

- Apóia?

- Apóio.

- Joga de líbero?

Mesmo sem saber direito o que era aquilo, Firmino respondeu que sim, jogava de líbero, por que não?

- Cabeceia bem?

- Ô se cabeceio!

- Chuta com os dois pés?

Achando que era uma jogada de técnico para testar sua inteligência, Firmino se julgou mais esperto e respondeu:

- Ah, isso nunca, né, professor. Se eu chutar com os dois, caio!


116. VULTOS DA HISTÓRIA

Conversa entre dois empresários da Fiesp:

- E aí, o que acha do real? Vai emplacar?

- Bem, se vai emplacar ou não, não sei. Mas foi bom eles terem tirado os vultos da História do Brasil das notas.

- É mesmo.

- Veja você, quando saiu a nota com o Santos Dumont, a gente, com ela, podia pagar uma viagem na ponte aérea entre São Paulo e Rio. Depois de algum tempo, não dava nem para ir de ônibus até o aeroporto.

E o outro:

- Pior foi o Tiradentes. Quando saiu a nota com a efígie dele, a gente podia até pagar o tratamento dentário completo. Depois de um ano, não dava nem para comprar meio metro de corda.


117. PELO MENOS DOIS IDIOMAS

Um rato corre pela casa, com um enorme gato em seu encalço. Para sua sorte, o pequeno roedor encontra um buraco na cozinha e se esconde. Depois de algum tempo de silêncio, o rato ouve latidos do lado de fora e pensa: “Deve ter aparecido algum cachorro, que espantou o gato. Estou salvo”. E sai do esconderijo. Imediatamente é apanhado pelo gato. Assustado e curioso, o rato pergunta:

- Mas como você pode estar aqui? Ouvi uns latidos de cachorro!

E o gato:

- Ah, meu amigo, hoje, quem não falar pelo menos dois idiomas está perdido.


118. AMISTOSO

Aconteceu logo após o jogo contra o Canadá, nos treinos do Brasil antes da Copa.

Parreira chamou um dos jogadores no canto e perguntou:

- Só não entendi por que mais de uma vez você entregou a bola nos pés do adversário...

- Ué, o jogo não era amistoso? Eu não queria ver ninguém contrariado!


119. MOEDAS

Brito conversa com Almeida sobre o real:

- Mais uma moeda para atazanar nossa vida! Você acha que vai dar certo?

E o Almeida, reticente:

- Não sei, não. Acho o nome muito aristocrático.

- É verdade, diz Brito. Real é coisa de reis e rainhas. Depois do real, que se seguir as moedas anteriores vai durar pouco também, virão o cruzeiro ducal, o marquesal, o viscondal e quem sabe o principesco.

Desanimado, Almeida faz sua previsão:

- Nesse país com tantos miseráveis, para cair na real mesmo, só o dinheiro se chamando cruzeiro plebeu.


120. FLECHADA

Na frente do delegado:

- Minha senhora, diga por que matou seu marido com uma flechada?

- É que eu não queria acordar as crianças, doutor.