91. CHINÊS

O casal resolveu se matricular no curso de chinês.

- Mas vocês querem entender chinês em dois meses? É quase impossível, diz o professor. Por que em tão pouco tempo?

- Sabe o que é, diz a mãe. Nós adotamos um chinesinho de 10 meses e dentro de mais algum tempo ele vai começar a falar. Como vamos fazer para entender o que quer?


   

92. SEGURO DE VIDA

- Eu gostaria de fazer um seguro de vida!, diz o sujeito no balcão da seguradora.

- Claro, responde o funcionário, bastante solícito. Certamente o emprego perigoso e quer garantir o futuro da família, não é isso?

- Nada, trabalho em um escritório.

- Bem, então o senhor viaja muito de avião?

- Morro de medo, só viajei uma vez e nunca mais.

- Já sei, o senhor dirige automóveis e gosta de correr muito!

- Imagina, nem tenho carta. Moro perto do trabalho e vou a pé para casa.

- A pé?!, berra o funcionário. Sinto muito, mas não podemos fazer seguro de vida para alguém que anda a pé. Sabe como é, esta cidade é muito violenta e nosso risco seria excessivo.


93. BANDEIRA 2

O mineiro chegou à rodoviária do Rio de Janeiro e pegou um táxi.

- Viagem de primeira ou de segunda?, perguntou o motorista, muito esperto.

O mineiro, que nunca estava a fim de gastar, respondeu:

- De segunda.

- Falou, disse o motorista.

E levantou a bandeira 2.


94. TUBO DE OXIGÊNIO

O milionário americano está agonizante no hospital. Como não tem filhos, chama sua secretária particular e diz:

- Lisa, decidi deixar para você toda a minha fortuna.

- Oh, senhor, que gentil! Que posso fazer para melhorar seus últimos momentos?

- Pare de apertar o tubo de oxigênio.


95. JANTAR

O famoso pianista polonês Jan Paderewski foi certa vez convidado por uma senhora da nobreza londrina para participar de um jantar. E, claro, de tabela faria uma apresentação para os convidados. Mas o pianista assustou a nobre senhora quando deu seu preço.

- Neste caso, o senhor janta separado, junto com os criados, disse a mulher, insinuando que, se cobrasse, Paderewski deixava de ser convidado, tornando-se apenas o músico contratado para animar um jantar. A resposta veio na medida exata de sua genialidade:

- Minha cara, se eu jantar separado da senhora e de seus comensais, cobrarei só metade.


96. TAÇA

Todo mundo na rua, confetes e serpentinas descendo dos prédios, carreata de automóveis na avenida Atlântica, o Rio de Janeiro na maior festa. Em meio à bagunça, Tião chega para Nazinho e diz:

- Que maravilha, hein, compadre?

- Beleza!

- Ganhamos a taça de novo.

- Pois é, meu irmão, mais uma pra derreter. E dizem que essa aí é bem maior do que a outra.


97. CHUTE

Aquele locutor do interior, empolgado no segundo tempo da final:

- Es-pe-ta-cu-lar, torcida brasileira... O chute partiu seco e forte, mas nosso goleiro defendeu bem debaixo do ângulo central da trave!


98. COPA DO MUNDO

Dois americanos conversando sobre a conquista brasileira na Copa do Mundo:

- Você viu as últimas reportagens sobre a alegria do povo brasileiro?

- Vi, foi uma cobertura colossal!

- Achei um exagero.

- Até que não. Nada é mais exótico do que um povo pobre e feliz.


99. DALTÔNICO

Terminado o jogo da Seleção Brasileira, o assessor técnico chegou para o massagista e perguntou:

- Você não acha que aquele fulano pode ser daltônico?

- Ué, por que daltônico?

- Durante o jogo inteiro ele não viu a cor da bola!


100. CAVALO

O caubói entra no saloon aos berros:

- Quem foi o engraçadinho que pintou o meu cavalo de verde?

Nisso, levanta um bandidão de 1,97 m de altura, barbudo, aquela cicatriz enorme no rosto, com as duas mãos no revólver e responde:

- Fui eu. Por quê?

- Por nada, não. É só para avisar que a primeira camada já secou...