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SEPARANDO
O JOIO DO TRIGO
Um
semeador, durante todo o dia, semeou grãos de trigo
na lavoura. Ao se pôr o sol, voltou para casa cansado,
porém feliz por haver realizado o seu trabalho. Semeara trigo
e estava contente porque aquele trigo seria em breve, transformado
em alimento para muita gente.
Porém,
este homem tinha um inimigo que invejava suas plantações
e queria, a todo custo, prejudicar a sua lavoura. O inimigo
teve a idéia maldosa de semear pequenas pedras no campo
de trigo, mas lembrou-se de que estas poderiam ser retiradas e seu
objetivo maldoso não seria atingido. Resolveu, então,
semear joio onde o trigo havia sido semeado.
O
joio é uma planta muito parecida com o trigo, mas não
serve para a alimentação do homem, podendo até
envenená-lo. Por esta razão o inimigo do fazendeiro
tomou tal atitude, visando prejudicar a colheita, o fazendeiro
e aqueles que alimentassem com o produto daquele campo.
Algum
tempo depois, quando as espigas de trigo surgiram no campo, apareceu
também o joio. Os empregados do fazendeiro, percebendo o
ocorrido, perguntaram-lhe: -Não semeaste no campo somente
boas sementes? Por que, então, está nascendo joio
no trigal? O fazendeiro percebeu tudo o que havia acontecido.
Se o patrão nos permitir, poderemos arrancar o joio,
disseram os funcionários. O fazendeiro recusou a sugestão
e explicou:
Não
é possível fazer isso agora. Vocês sabem que
o joio é muito parecido com o trigo. Se vocês
quiserem arrancar o joio que foi plantado junto com o bom grão,
arrancarão também o trigo, pois as raízes
de ambos, muitas vezes, se entrelaçam. Portanto, deixem
que cresçam juntos o joio e o trigo. Na época da colheita,
colham primeiro o joio e o atem em feixes para queimá-lo,
depois, juntem o trigo e guardem-no no celeiro.
A
mentira pode convencer, porém, a verdade sempre há
de aparecer.
Pensemos
nisso.
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