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PERGUNTAS
E ORDENS
Você já escovou os dentes?" "Você já
estudou?" "Você já fez a lição?"
"Você já arrumou o seu guarda-roupas?"
Certamente
essas e outras perguntas você, como pai ou mãe, já
fez centenas de vezes aos filhos.
Também
já deu outras tantas vezes as seguintes ordens:
"Vá
tomar banho." "Vá lavar as mãos." "Venha
almoçar." "Vista o uniforme que já está
na hora!" "Penteie o cabelo."
Todas
essas preocupações são procedentes e é
natural que as tenhamos sempre em mente.
Mas
você já se deu conta de que quase todas dizem respeito
ao bem estar físico do seu filho?
Quantas
vezes você já perguntou ao seu filho se ele está
feliz?
Se
ele tem sido gentil com os seu amigos?
Se
dormiu bem, se teve pesadelos ou se sentiu medo à noite?
Se
tem agido com cordialidade com seus colegas de escola.
Se
ele é honesto em todas as ocasiões que se apresentam.
Você
já perguntou ao seu filho se ele gosta de todas as atividades
que você lhe impõe? Ou simplesmente ordena e quer ser
obedecido?
Afinal,
você leva em conta os sentimentos do seu filho?
Há
pais que desejam que os filhos façam tudo o que eles não
puderam fazer e não se questionam quanto aos gostos e desgostos
das crianças.
Desejam
realizar-se através dos filhos e não percebem que
os filhos anseiam pode ser outra coisa, completamente diferente.
E
não se dão conta, esses pais, que desrespeitando os
sentimentos e tendências dos filhos os farão tão
infelizes quanto eles mesmos o foram.
É
graças a esse tipo de comportamento dos pais, que muitos
jovens se infelicitam a ponto de apelar para as drogas numa tentativa
de sufocar as necessidades não atendidas.
Pode
ser também por causa desse tipo de ação dos
pais que muitos adolescentes usam drogas para serem aceitos no grupo,
pois eles aprenderam que sempre têm que fazer o que os outros
querem, para que os aceitem.
Nesses
dias de tantos desentendimentos entre pais e filhos, é importante
fazer uma pausa para refletir sobre o assunto.
É
preciso fazer uma análise dos valores que estamos passando
às crianças diariamente e, se for preciso, refazer
o passo.
Se
é válido que nos preocupemos com a sua saúde
e o seu bem-estar físico, é imperioso que cuidemos
bem da sua saúde psíquica e moral.
A
fase da infância passa rápido, mas o ser espiritual
leva para o resto da existência as bases que recebeu nesse
período.
Por
essa razão, antes de fazer as perguntas e dar as ordens habituais
ao seu filho, lembre-se também do seu bem-estar no campo
dos sentimentos e inclua-o em suas preocupações diárias.
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